A Prefeitura de Manaus autuou a empresa Innova em cerca de R$ 10 milhões pelo vazamento de monômero de estireno, composto utilizado na produção de borrachas e polímeros, na quarta-feira (15).
O incidente levou 149 pessoas a procurarem atendimento médico na rede estadual de saúde do Amazonas. Uma morte relacionada ao caso é investigada pelo governo.
A primeira multa foi aplicada em R$ 4.554.300,00 pela poluição de ar com emissão de gases. Já a segunda em R$ 5.347.300,00, referente à poluição de corpo hídrico e solo.
O montante, segundo a prefeitura, será destinado ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente para serem utilizados na execução da política ambiental.
A Innova não comentou as autuações da prefeitura. A empresa, em nota enviada à reportagem, pediu desculpas pelo transtorno causado pelo incidente e afirmou que “não há riscos relativos aos demais tanques e equipamentos da unidade industrial” e segue à disposição das autoridades competentes e demais partes interessadas.
A substância, que é líquida incolor e evapora com facilidade, vazou de uma indústria na área da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). O governo amazonense disse que o vazamento foi controlado com intervenção do Corpo de Bombeiros. Uma área de 300 metros do perímetro da empresa foi isolada.
A morte investigada é de um homem de 67 anos que deu entrada em uma unidade de saúde relatando efeitos do vazamento. A gestão estadual disse que morador do centro da cidade tinha histórico de doença respiratória crônica e já tinha sido atendido ao longo da semana com dificuldades respiratórias.
“A SES [Secretaria Estadual de Saúde] reforça que não foi constatada relação direta da morte com o vazamento ocorrido”, afirmou o governo estadual, em nota.
Os principais sintomas apresentados pelos que buscaram atendimento foram falta de ar, náuseas, cefaleia, tontura e desmaio. Todos passaram por avaliação médica e realizaram exames, conforme a secretaria.
Gabinete de crise
O prefeito Renato Junior (Avante) instalou um gabinete de crise para coordenar as ações de resposta ao problema ocorrido no distrito industrial da capital amazonense.
Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve incêndio ou explosões no local. A corporação atuou para resfriar o tanque, por meio de um canhão de segurança da própria empresa, e controlou o vazamento.
Apesar da situação ter sido controlada, o prefeito classificou a ocorrência como grave e pediu para a população evitar circular nas proximidades da área afetada, além de acompanhar os comunicados oficiais e seguir as orientações dos órgãos de emergência.
A prefeitura alertou para a possibilidade de irritação nos olhos, na pele e nas vias respiratórias.
O atendimento nas unidades de saúde próximas ao distrito industrial foi reforçado. “A prefeitura acompanha o trabalho dos órgãos competentes e cobra informações sobre a evolução da ocorrência”, diz nota do município.
O gabinete de crise reúne as secretarias como Saúde, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Segurança Pública e Defesa Social.






