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Comportamento

Hobby e a economia da atenção

Hobby e a economia da atenção
Por Vitória de Assis Peres
Publicado em 30/01/2026 às 13:36

Atenção paga: por que hobbies são o melhor investimento?

Certamente você já se sentiu fatigado e atribulado com as obrigações do dia a dia – contas para pagar, reuniões para assistir, atividades da faculdade que não podem ser deixadas de lado … a gama é infinita. 

Como escape, é muito comum recorrer às telas, já que são portáteis e estão sempre de fácil acesso. Você acaba ‘scrollando’ o feed, entrando nas redes sociais em busca de um alívio temporário. A dopamina até vem, mas da mesma forma que ela chega, vai embora – rápido. 

Créditos: Vitória de Assis Peres

Esse comportamento é resultado de uma tendência chamada Economia da Atenção. Cunhada pelo psicólogo e economista Herbert A. Simon, o termo se refere a atenção humana como um recurso escasso e valioso em uma era de abundância informacional. Cercados por estímulos digitais, este mundo saturado de dados e notificações, é a razão pela qual empresas competem vorazmente para capturar nossa concentração e transformá-la em produto. 

Para Herbert, “uma riqueza de informações produz uma pobreza de atenção”, de modo que focamos em tudo, mas em nada ao mesmo tempo. 

O problema, entretanto, pode ser mitigado. Os hobbies, nesse sentido, agem como um remédio para a sobrecarga cognitiva ocasionada pelo consumo rápido e supérfluo de redes sociais.  

Mas o que é um Hobby?

Por volta do século XIV, na Europa, era comum as crianças utilizarem cavalinhos de madeira para brincar. Estes, eram chamados de “hobbyhorse” – tradução literal da palavra. Com o tempo, começaram a adotar o termo para denominar atividades que não ‘levavam a lugar nenhum’, mas que eram divertidas.  

Créditos: The Rocking Horse Toy Shop

Um hobby é qualquer atividade que distraia da monotonia cotidiana — colecionar selos ou etiquetas, aprender a costurar, praticar jardinagem, montar um scrapbook, fazer pulseiras da amizade… a lista é inacabável. 

Aristóteles, vivendo em um tempo completamente diferente, já entendia a importância do passatempo. Para ele, o lazer (scholē) define nossa essência humana mais que o trabalho, pois permite alcançar o potencial individual máximo através de atividades contemplativas. Só dessa forma, seria possível buscar a eudaimonia (florescimento). 

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