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Cinema

Três motivos para assistir “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”

Três motivos para assistir “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”
Créditos/ Divulgação
Publicado em 23/12/2025 às 11:03

Conheça mais sobre a série que estreia Marjorie Estiano.

“Ângela Diniz: Assassinada e Condenada” é a mais nova produção da HBO Max Brasil. A minissérie, lançada em 13/11/2025, possui seis episódios e foi dirigida por Andrucha Waddington. 

Confira a sinopse oficial:

Baseada em fatos reais, esta série segue a socialite Ângela Diniz, cujo assassinato e o julgamento que se seguiu foram marcantes no Brasil.

A série gerou repercussão nas redes no último mês, trazendo à tona temas importantes como feminicídio e a importância do julgamento no Brasil.

Baseando-se nisso, abaixo estão três motivos para dar uma chance à nova produção.

1. Elenco Estelar 

Ângela Diniz, a famosa socialite mineira e protagonista da trama, é vivida pela lendária Marjorie Estiano – conhecida por sua versatilidade nos papeis. 

Estiano já viveu muitas vidas, dentre elas destacam-se: Dra. Carolina na série Sob Pressão, Nete no filme fúnebre Enterre Seus Mortos e a vilã adolescente Natasha, em Malhação (2004). 

Janda Montenegro, crítica de cinema do portal CinePop, elogia a atriz: 

“Marjorie entrega vigor e personalidade à sua maneira, conquistando o espectador mesmo nas cenas mais fúteis da personagem. Vê-la é hipnotizante.”

O elenco também conta com Camila Márdila, Emílio Dantas e Antônio Fagundes como personagens importantes.

Divulgação/ HBO Max

2. Repercussões políticas

A verdadeira Ângela Diniz, nascida em Curvelo (MG), sempre teve espírito livre e comportamento disruptivo para época em que viveu, durante os anos 60 e 70. Além de ser uma jovem sedutora e segura de si, chegou a ter diversos relacionamentos — fatores que não eram considerados aceitáveis para mulheres no período. 

Assassinada em 1976, por Raul Fernando do Amaral Street, ex-companheiro de Diniz. Raul, apesar de ter cometido feminicídio, foi condenado inicialmente a dois anos de prisão.

Após conseguir a suspensão da pena, o Ministério Público retomou o caso em 1981, condenando-o por 15 anos.  

A repercussão do caso na época foi um exemplo de misoginia e sexismo internalizados da população, já que o comportamento e personalidade da socialite foram julgados fomentadores para a violência de Raul Fernando. 

De forma trágica e irônica, a expressão “a vida imita a arte” ganha contornos reais em São Paulo: a capital registrou recorde de feminicídios em 2025. Ao todo, foram contabilizados 53 casos na cidade, enquanto o número chegou a 207 em todo o estado, evidenciando a gravidade e a persistência da violência de gênero.

Protestos na porta do tribunal onde Diniz foi condenado pelo assassinato de Ângela. Foto/ Jorge Marinho

3. Figurinos

Essencial para a construção dos personagens e para a leitura sensível da narrativa pelo público, a direção de arte desempenha papel central em uma produção audiovisual. Na série, essa responsabilidade ficou a cargo de Marcelo Pies, que assina o figurino como ferramenta narrativa, utilizando a moda para revelar, de forma sutil, as características e os conflitos dos personagens. 

Por se passar nos anos 70, o contexto cultural e político da época foram essenciais para traduzir a personalidade dos protagonistas. Com base no zeitgeist, Marcelo utilizou a forma de expressão de Diniz – libertadora e confiante – para criar figurinos memoráveis para a obra televisiva. 

Créditos/ Reprodução

Todos os episódios já estão disponíveis para assistir na HBO Max. Confira o trailer aqui.

Utilidade Pública

Se estiver sofrendo violência doméstica ou conhecer alguma mulher que precisa de suporte, ligue 180 (Central de Atendimento À Mulher).

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