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Separadas na infância, irmãs se reencontram após 76 anos no PR

Separadas na infância, irmãs se reencontram após 76 anos no PR
Imagem/Divulgação Site; Folha de SP
Publicado em 20/06/2026 às 10:32

O abraço de reencontro entre duas irmãs, que demorou 76 anos para acontecer, foi marcado por emoção na manhã desta sexta-feira (19) no Aeroporto de Cascavel, no oeste do Paraná.

As irmãs Geralda Silva, 76, e Cheila Aparecida Martins, 79, puderam se encontrar pela primeira vez desde a infância.

Cheila, que desembarcou acompanhada do marido, Juvenal Martins, disse à Folha que já não acreditava mais ser possível reencontrar a irmã.

“A vida nos separou e, 76 anos depois, Deus nos uniu”, afirmou.

Ainda tentando assimilar tudo o que estava acontecendo, ela resumiu o sentimento vivido naquele instante.

“A emoção está grande. É uma coisa que a gente achava que não seria mais possível. Estou com 79 anos já e achei que não seria possível. […] Era muito difícil reencontrá-la, porque ela foi registrada com outro nome. A gente tinha tentado, mas foi difícil. Agora a gente tem que se curtir um pouco”, disse.

As pessoas que estavam no setor de desembarque do aeroporto pararam para acompanhar o reencontro. Quando as duas irmãs finalmente se abraçaram, o momento foi recebido com uma calorosa salva de palmas.

O afastamento das duas, nascidas em Laranjeiras do Sul (PR), ocorreu em 1950. Naquele ano, após a separação dos pais, as irmãs foram entregues pela mãe, Josefa, a famílias diferentes.

Cheila, aos 3, foi adotada por um casal que foi morar em Foz do Iguaçu (PR) e, depois, se mudou para Pelotas (RS). Geralda, que era um bebê de nove meses, foi criada pela família que a abrigou em Laranjeiras do Sul. O irmão do meio, Adão Kaliskievcz, permaneceu com a mãe biológica. Ele morreu aos 35 anos.

Cheila, a primeira a ser entregue a outra família, foi registrada com o sobrenome do pai biológico. Já Geralda recebeu o sobrenome do pai adotivo.

“Fui muito bem cuidada, não tenho do que reclamar. Posso dizer que fui muito bem-criada e amada”, disse Geralda.

Aos 25 anos, a irmã caçula reencontrou a mãe biológica e tentou se reaproximar, mas não houve adaptação. Ela não teve mais notícias do pai.

O reencontro das irmãs aconteceu graças a um dos três filhos de Geralda, que, em março, buscou nas redes sociais pelo sobrenome Kaliskievcz, do pai biológico das irmãs. Na pesquisa, encontrou Adão Kaliskievcz Jr., filho do irmão das duas, que mantinha contato com Cheila.

Com o número de telefone de Cheila em mãos, Geralda ligou imediatamente e as duas conversaram pela primeira vez.

A vontade de se reencontrarem imediatamente era grande, mas, como Cheila tinha uma viagem marcada para a Alemanha, o encontro foi agendado para esta sexta-feira.

Na área de desembarque do aeroporto, segurando uma fotografia da irmã com as mãos trêmulas, Geralda aguardava atentamente a chegada do voo ao lado do marido, Sebastião Alves Silva, com quem é casada desde 1973.

A anfitriã já tem planejado a programação com a irmã em Laranjeiras do Sul.

“Temos um monte de programação. Hoje vamos almoçar na casa da minha cunhada, dar umas voltas para depois ir para casa”, disse Geralda.

Fonte: redir.folha.com.br
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