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Segurança pública

Polícia prende 16 em operação interestadual contra falsas campanhas de doação para ajudar crianças

Polícia prende 16 em operação interestadual contra falsas campanhas de doação para ajudar crianças
Imagem/Divulgação Site: Agência Brasil
Publicado em 16/07/2026 às 11:37

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 16 pessoas nesta terça-feira (14) em uma operação contra campanhas falsas de arrecadação de dinheiro na internet, que usavam inteligência artificial para criar imagens de crianças com câncer e sensibilizar doadores.

Segundo a polícia, uma das campanhas falsas arrecadou R$ 294,5 mil, mas o valor financeiro movimentado pelos suspeitos é superior a R$ 1,7 milhão.

O delegado João Vitor Herédia, da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos, disse à Folha que o cumprimento de mandados da operação, batizada de Sophia, ainda está em andamento nesta tarde. O nome dos presos não foi divulgado pela Polícia Civil.

Segundo o delegado, o grupo usava fotografias verdadeiras, imagens falsas e histórias reais de pacientes com problemas de saúde, alteradas para dar credibilidade aos pedidos de doação.

Ao todo, foram expedidos 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

De acordo com a polícia, o caso veio à tona após denúncia feita pela mãe de uma menina em tratamento oncológico, que identificou fotos e vídeos da filha usados em redes sociais em campanhas de arrecadação sem ligação com a família.

A investigação apontou que um grupo interestadual desenvolvia campanhas falsas usando imagens modificadas, inclusive via ferramentas de inteligência artificial como deepfakes e clonagem de voz, para simular vídeos de crianças pedindo ajuda.

As campanhas eram divulgadas no Facebook e no Instagram em páginas que tinham nomes como “Unidos Pelo Amor”, “Doadores com Amor” e “Clube de Doadores”.

Ao acessar o link disponibilizado, os doadores eram levados a um site que imitava uma plataforma de arrecadação, na qual era gerado um código Pix. A polícia diz que, para dificultar o rastreamento, o dinheiro passava por empresas de fachada e intermediários, além de sites e domínios registrados no exterior.

Uma das empresas identificadas como parte do núcleo financeiro do grupo movimentou mais de R$ 1,7 milhão no período investigado. A origem do dinheiro ainda está sob apuração.

Fonte: redir.folha.com.br
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