Quarenta pessoas morreram por afogamento na França desde a última quinta-feira (18), sobretudo jovens, em meio a uma nova onda de calor. A informação foi dada pelo primeiro-ministro do país, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (23).
Em menos de um mês, esta é a segunda onda de calor a atingir milhões de europeus. O novo episódio, mais duradouro que o de maio e que pode durar até o fim da semana, lembra a onda de calor de agosto de 2003, que marcou o continente com mais de 70 mil mortos ao longo de suas duas semanas de duração.
Na França, a temperatura está em torno de 40°C e já provocou a suspensão de aulas, o cancelamento de viagens de trens e o adiamento de eventos.
A ministra dos Esportes e da Juventude, Marina Ferrari, alertou para os riscos de nadar em áreas não vigiadas e lembrou a importância de frequentar apenas locais supervisionados.
“Todos precisamos nos refrescar e queremos ter acesso à água, mas é fundamental respeitar as áreas que estão vigiadas. Vemos, por exemplo, jovens nadando em canais e é preciso ter muito cuidado com os lugares onde se decide entrar na água”, afirmou a ministra.
Nos últimos dias, o país também registrou outros óbitos que foram associados ao calor.
Nesta segunda (22), dois irmãos de 2 e 4 anos foram encontrados sem vida dentro do carro da família deles em Carpentras, no sudeste francês. A principal hipótese da causa da morte é a onda de calor, afirmou à AFP a promotora Hélène Mourges.
Um dia antes, três idosos morreram em residências no sudoeste francês devido às altas temperaturas, de acordo com autoridades.







