Icone do clima

Educação

Criança de 12 anos diz querer ser presidente para combater fome e desigualdade e reacende debate sobre papel da educação no Brasil

Criança de 12 anos diz querer ser presidente para combater fome e desigualdade e reacende debate sobre papel da educação no Brasil
Imagem/Divulgação IAF - Instituto de Amparo a Família
Publicado em 14/04/2026 às 16:24

Frase foi dita durante evento social na Zona Sul de São Paulo; especialistas e projetos sociais destacam educação como principal ferramenta de transformação

Uma frase dita por um menino de 12 anos durante um evento social na Zona Sul de São Paulo tem chamado atenção e provocado reflexão sobre o futuro do país: “Quero ser Presidente da República para transformar o Brasil, combater a fome e promover justiça”.

A declaração foi feita por Gabriel durante o evento “A Verdadeira Páscoa”, realizado no Templo dos Guardiões, localizado na Rua Itambacuri, 45. O momento, marcado por atividades voltadas à comunidade, acabou se transformando em um retrato simbólico da realidade enfrentada por milhões de crianças brasileiras.

O sonho de Gabriel expõe não apenas um desejo individual, mas também o contexto de desigualdade social, insegurança alimentar e falta de oportunidades que ainda atinge grande parte da população infantil no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 62,5 milhões de brasileiros vivem com algum grau de insegurança alimentar. Já a UNICEF aponta que mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no país enfrentam privações múltiplas, incluindo acesso limitado à educação, saneamento e alimentação adequada.

Relatórios da Oxfam Brasil indicam que o Brasil segue entre os países com maior desigualdade social no mundo, o que impacta diretamente o desenvolvimento de crianças e jovens.

Para o presidente do Instituto de Amparo à Família, Ricardo Borges, a fala do menino representa uma realidade urgente que precisa ser enfrentada com políticas públicas e ações sociais efetivas. “Quando você investe em uma criança, você muda não apenas o futuro dela, mas de toda uma geração. A educação é o único caminho real para romper o ciclo da desigualdade”, afirmou.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que o Brasil ainda enfrenta desafios importantes, como a evasão escolar, especialmente entre jovens de baixa renda. Já o Todos Pela Educação aponta que muitos estudantes não atingem níveis adequados de aprendizagem, o que compromete o acesso a oportunidades futuras.

Tatiana Borges, representante do Instituto de Amparo à Família, reforça que a realidade vivida pelas crianças nas comunidades exige atenção imediata. “A gente acompanha de perto a realidade dessas famílias. Muitas crianças chegam sem o básico, sem alimentação adequada e sem apoio. Quando elas recebem acolhimento e acesso à educação, o comportamento muda, o desenvolvimento acontece e o sonho volta a existir”, disse.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), investir em educação de qualidade é uma das formas mais eficazes de reduzir desigualdades e melhorar indicadores sociais no longo prazo.

Para Ricardo Borges, iniciativas sociais também têm papel fundamental nesse processo. “Projetos comunitários são muitas vezes o primeiro suporte real que essas crianças têm. Eles ajudam a manter os jovens na escola, dão perspectiva e mostram que existe um caminho possível”, afirmou.

A declaração de Gabriel, feita de forma espontânea durante o evento, é vista por quem atua na área social como um sinal de esperança, mas também como um alerta sobre a necessidade de ações concretas.

“Quando uma criança acredita que pode transformar o Brasil, ela não está apenas sonhando — ela está apontando o caminho para que isso se torne possível”, finaliza Ricardo Borges.

Fonte: Instituto de Amparo a Família

Assessoria de Imprensa

JJP Agência de Comunicação

WhatsApp

Envie suas notícias

Clique aqui para falar conosco no WhatsApp SÃO PAULO Clima