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Cultura das figurinhas: como surgiu e qual sua importância na comunicação

Cultura das figurinhas: como surgiu e qual sua importância na comunicação
Por Vitória de Assis Peres
Publicado em 22/02/2026 às 11:27

 Entenda o poder da comunicação por meio de adesivos

Você provavelmente já escutou a expressão “trocar figurinha”, bem popular entre a geração Baby Boomer. Utilizada quando dizemos que trocamos informações ou experiências com alguém, a expressão surgiu lá pela década de 1940, e segue difundida até hoje. Mas você já se perguntou de onde vieram as figurinhas? 

História

A origem exata é incerta, mas é possível estudar uma aproximação. Por volta do século XIX, europeus costumavam trocar cartões ilustrados, muitas vezes com dizeres da Igreja. Esse gesto, símbolo de comunidade e socialização, rapidamente se difundiu. 

Em meados de 1800, lojas de departamento criavam cromos ou pequenos cards para popularizar seus produtos – seja uma marca de cigarro ou até mesmo embalagens de carne. No Brasil, não foi diferente. Empresas adotaram a técnica para vender cigarros, que já deixavam o consumidor ansioso pela vinda de uma figurinha na embalagem do produto.

Já no século XX, ganharam mais força com as Copas do Mundo. Crianças e adultos eram atraídos pelas pequenas imagens temáticas, e a febre pegou de vez. A fundação da Panini – criada em 1961, pelos irmãos italianos de mesmo nome – foi responsável por criar álbuns de colecionador.

Intensificando esse processo, no final do século XX, adesivos marcaram a cultura do hip-hop. Os stickers eram criados por artistas para espalhar suas tags e registrar sua assinatura com o mundo, e, por serem fáceis de produzir e divertidos, dominavam a população. 

Créditos: Divulgação/Shopee

Adaptação

A popularização dos veículos digitais mudou a forma como as figurinhas eram consumidas. Em 1999, o designer japonês Shigetaka Kurita criou o que se tornaria o primeiro emoticon. Motivado em conceber ícones que traduziriam informações simples, tipo a previsão do tempo, Kurita desenvolveu um conjunto de imagens de 12 x 12 pixels, que podiam ser selecionadas em uma grade (estilo teclado) dentro da interface do i-mode – celulares do serviço pioneiro de internet. 

Sua contribuição vai além de uma série de caracteres desenhados. Com os emoticons, as informações passaram a receber uma carga emotiva nas mensagens e textos. 

Essa nova linguagem ganhou força com a Era Digital em que vivemos. A Unicode, padrão adotado mundialmente, facilitou a democratização dos então chamados emojis.

Créditos: Folha de São Paulo

O que levanta a pergunta: o que faz uma imagem tão pequena dizer tanto sobre a forma que nos comunicamos? 

Explicação

O teórico Marshall McLuhan, responsável por cunhar o conceito de ‘aldeia global’, acreditava que as imagens atuam como extensões dos nossos sentidos, de modo que superam o textual. 

Para ele, mídias visuais como a TV e o Cinema ampliam nossa visão e sentidos, ao transmitir uma informação de forma imagética. Imagens têm o poder de evocar sentimentos com mais facilidade.

Nesse sentido, emojis e figurinhas humanizam a comunicação na Era Digital, tornando uma simples mensagem em uma ferramenta de conexão entre o emissor e o receptor.

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