Ficção e não ficção para encerrar o ano com chave de ouro.
“Seminário dos Ratos” de Lygia Fagundes Telles
Publicado em 1977, esta coletânea de contos ficou conhecida pela maestria de Lygia ao explorar a psique e o comportamento humano. Durante 14 contos, a autora explora temas como loucura, poder, morte e a velhice.
“O povo não existe, o povo é uma abstração. O povo só passa a existir de fato quando os ratos expulsam o povo das suas próprias favelas“
Divulgação
“A Sibila” de Agustina Bessa-Luís
Este romance da escritora portuguesa Agustina merece um espaço nas listas de leitura. Conta a história complexa de três gerações da família ficcional Teixeira, que viviam no interior de Portugal.
Com uma escrita rebuscada e à frente do seu tempo, Bessa-Luís narra sobre a personagem Quina (Joaquina Teixeira), matriarca de caráter prático, que é uma analogia à figura clássica da Sibila de Delfos.
O livro aborda mulheres fortes, tempo e melancolia, se mostrando um clássico atemporal.
“A inteligência é uma forma de solidão.”
Divulgação
“Sociedade do Cansaço” de Byung-Chul Han
Perfeito para ser lido em uma tarde, esta é outra obra esclarecedora do escritor e filósofo sul-coreano.
Baseando-se nos escritos de Michel Foucault, Han aborda como a sociedade do desempenho – aquela que valoriza a produtividade extrema e a positividade tóxica – causa burnout e limitação pessoal.
“Hoje, cada um é ao mesmo tempo prisioneiro e carcereiro.”