Segurança Pública
Golpes por voz clonada com IA ganham força em SP; atenção e verificação são centrais na prevenção

Práticas envolvendo deepfake em áudio criam novos riscos para idosos e moradores — Marcelo Gonçalves, especialista em segurança pública orienta medidas simples e eficazes.
Nos últimos tempos, crescem em São Paulo e no Brasil os registros de fraudes telefônicas por meio de clonagem de voz com inteligência artificial (IA). Especialistas e autoridades alertam para o perigo crescente dessas práticas, que exploram laços afetivos para enganar vítimas — especialmente idosos.
Um estudo realizado pelo Starling Bank, no Reino Unido, revelou que mais de 25% dos entrevistados disseram ter sido alvo de fraude por clonagem de voz no último ano. Ainda segundo a pesquisa, 46% das pessoas sequer sabiam da existência desse tipo de golpe, e 8% afirmaram que, mesmo desconfiando, enviariam dinheiro para um suposto familiar que pedisse ajuda por ligação .
No Brasil, é o próprio governo de São Paulo que já emitiu alerta público após identificar, por meio da inteligência da Secretaria de Segurança Pública, vídeos falsos com recriação da voz e da imagem do governador Tarcísio de Freitas. Os golpistas simulavam um anúncio falso do Procon-SP sobre reembolso aos consumidores, induzindo cliques em links fraudulentos e captura de dados pessoais .
Em termos mais amplos, o monitoramento global de chamadas destaca o Brasil como país que mais recebe ligações indesejadas: cada residente chega a receber 26 chamadas de spam por mês, muitas contendo tentativas de golpe sofisticadas com IA .
Segundo Marcelo Gonçalves, especialista em segurança pública, a combinação de emoção e credibilidade sonora torna a clonagem de voz uma ameaça poderosa.

Especialista em segurança pública, Marcelo Gonçalves
“A característica mais traiçoeira dessa fraude é o vínculo emocional. A voz da pessoa querida ativa uma reação emocional que diminui a capacidade de pensar logicamente — por isso, sempre pause e confirme por outros meios.”
Ele também ressalta que:
“A tecnologia pode imitar vozes com perfeição, mas não carrega a memória de códigos pessoais ou hábitos de fala. Esse ‘olho humano’ ainda é o melhor antídoto.”
Como se proteger: recomendações práticas segundo Gonçalves
- Adote uma “frase-código” familiar, combinada apenas com pessoas próximas — nunca revele digitalmente. É recomendada pelos alertas do Starling Bank.
- Desconfie de situações urgentes pedindo transferência imediata, principalmente se a ligação induz pânico.
- Confirme a origem das chamadas, ligando para o número da pessoa no cadastro ou por outro canal conhecido.
- Proteja áudios publicados em redes sociais, especialmente familiares; eles podem servir de base para criar a voz clonada.
- Síndicos e porteiros podem implementar códigos de verificação antes de liberar acesso ou autorizar entregas.
A combinação de dados — com um em cada quatro brasileiros relatando tentativas de golpe digital , vídeos deepfake políticos e o uso crescente de IA em fraudes — torna o episódio preocupante e estratégico para segurança pública.
Enquanto isso, o diálogo entre moradores, síndicos, autoridades e especialistas como Marcelo Gonçalves é essencial para propagar conscientização e criar protocolos verdadeiramente eficazes, baseados na verificação consciente.
Contato:
(11) 3333-7777
https://www.instagram.com/grupo7vision.seg
Fonte: JJP Assessoria de Imprensa






